14 km walk

segunda-feira, outubro 01, 2012

"Malta, bora lá andar de bicicleta e dar uma corridinha?". Foi este o desafio que eu lancei a um grupinho de amigos, que alinhou na ideia de imediato. Domingo de manhã, logo pela fresquinha, lá nos encontrámos em frente ao edifício Champalimaud, em Algés, mas... com umas alterações: a responsável pelas bicicletas "esquivou-se" e não houve bicicletas para ninguém, logo: tudo a correr! De um grupo de 4, ficámos 3. Equipada a rigor - com calças de fato de treino Adidas no tom da moda (verde menta e rosa choque), t-shirt rosa choque e sapatilhas cinzentas com detalhes amarelos fluorescentes - lá comecei a correr ao meu melhor andamento ao lado de 2 homens. Durante os primeiros 5 minutos estávamos todos juntinhos, mas depois a coisa começou a descambar e de uma gazela em potência que eu me estava a sair, comecei a decair para uma lebre razoavelmente veloz, até chegar a uma tartaruga, diria mais, uma preguiça. Só sei que o coração parecia que me saltava literalmente do peito, ao ponto de sentir uma dor bem no centro do meu externo. Estava afogueadíssima. Santíssimo!!!! A solução foi: caminhar. Antes de arrancarmos perguntei até onde estavam a pensar ir correr: "Cais do Sodré?", questionei. "Sim, sim, pode ser", responderam os rapazes. Ok! Assim sendo, iria caminhar até eles se cruzarem comigo no regresso e voltaria para trás com eles, pelo menos iria tentar. Pois bem. "Rapazes??? Uhuuuu? Hello??? Onde estão????". Nunca mais lhes pus a vista em cima, nem na ida nem no regresso. Eu, claro, fui sempre andando em direção ao Cais do Sodré. "Mas onde é que eles se enfiaram? Foram até Santa Apolónia???". Deixei-me andar até chegar ao destino e lá chegada não os vi. Decidi regressar, pois ainda tinha 1h de caminho. Nem imaginam as pragas que roguei, acho que fui recuperar as 7 pragas do Egipto que constam na Bíblia. Já me doía tudo: pés, gémeos, tendão de aquiles, planta do pé, músculo superior da perna, anca... eu sei lá, acho que descobri músculos e tendões novos que o estudo da anatomia desconhecia no corpo humano. Eu já só queria que alguém me desse boleia até Algés, até podia ser de trotinete, sei lá, estava por tudo. E sinal dos rapazes? Naaaada! Quando comecei a avistar Belém já estava a entrar em fraqueza, doía-me o estômago. Não comia nada há horas!!!!!! Nem bebia também!!! Uma verdadeira travessia do deserto em plena Lisboa. "Só mais um pouco, tu podes, tu és capaz", dizia para mim. Não me perguntem como é que cheguei a Algés, mas cheguei e vivinha da Silva, quase a esticar o pernil, mas vivinha da Silva. E os rapazes? Aaaah pois! Esses... já estavam à minha espera há 1h40. Tadinhos!!!! Ainda ouvi nas orelhas por tê-los feito esperar. Mas caramba!!! Não percebo como é que não nos cruzámos em nenhum momento no caminho. Eu fui sempre junto ao rio! Já eles... dizem que sim, mas cá para mim quem apanhou a boleia de trotinete foram eles. Ah! E com isto foram cerca de 14 km a andar.

You Might Also Like

0 comentários

Com tecnologia do Blogger.

Subscribe