Without fuel

quarta-feira, abril 21, 2010

Nunca pensei, mas pela primeira vez na vida fiquei sem combustível no carro. Quem diria que isso algum dia me iria acontecer. Saí cedíssimo de casa para enfrentar cerca de 370 km de viagem. Ao arrancar vejo que o sinal do combustível aponta que sobram apenas dois tracinhos. Toca a abastecer e atestar para não parar até chegar ao destino. Assim foi. Viagem tranquila, sem sobressaltos de qualquer tipo. A única coisa que estava a fazer falta era uma musiquinha, mas como o carro estava sem antena era uma proeza conseguir apanhar fosse o que fosse. Apanhar uma rádio local com música pimba já era muito bom!!!! Mas nem isso. Após três horas de viagem chego ao local, tudo muito bem. Já à noitinha, umas 20h, toca a arrancar para regressar. Chuva e mais chuva, mas cada vez estava mais perto Lisboa. À entrada de Vila Franca de Xira, mais concretamente antes das portagens do carregado, Pfffffffffff..... "O carro foi-se abaixo", disse a pessoa que ia ao volante comigo no carro. "Abaixo? Abaixo como? O carro está a andar!", retorqui, sem perceber o que se estava a passar. "Ficámos sem combustível". E desta vez não era brincadeira nenhuma. O carro tinha ficado mesmo sem combustível. Não admira! Fizémos 370 km para lá e já tinhamos feito 300 km de regresso. Total: 670 km. Não admira! Como é que um Toyota Yaris atestadinho até a última gota consegue fazer 670 km??? Não consegue! E agora? O que íamos fazer? Chamar a assistência em viagem? Activar a assistência em viagem do seguro? Pedir ajuda na berma? Bem, nem foi cedo, nem foi tarde. Ligar os quatro piscas, vestir o colete reflector, colocar o triangulo e... eu esperei e a pessoa que estava comigo foi a andar pela auto-estrada fora à procura de uma bomba de gasolina. O que vale é que era mais ou menos perto segundo os senhores das portagens (no meio do azar tivemos alguma sorte, o carro parou a 30 metros da portagem). A bomba mais perto era à cerca de 1 km. Meia hora mais tarde aparece a pessoa que estava comigo com 2 garrafas de plástico de litro e meio cheias de combustível e todo sujo de combustível também. Enfim... outra peripécia! No momento em que ia abastecer aparece a assistência em viagem que nos emprestou um funil para colocarmos o combustível e não cobrou nada, o que foi uma sorte também. Se queria chegar cedo a casa, cheguei foi ainda mais tarde, rota de cansaço, cheia de dores nas pernas e sem paciência para coisa alguma.

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