Parking drama

quarta-feira, março 31, 2010

Na zona onde moro, arranjar lugar para estacionar é quase como encontrar uma agulha num palheiro. E já estava mentalizada que mais cedo ou mais tarde iria ser vítima do sintoma "ai que preciso de estacionar e não arranjo um lugar". Se calhar é mesmo mais do sintoma "ai que já dei 10 voltas ao bairro e não arranjo lugar para estacionar". Hmmm... não querendo parecer uma traffic hypochondriasis - nome científico para as pessoas que sofrem à procura de um espacito que caiba a porra do carro - acho que a designação correcta para o sintoma é "ai que c*r#l%o que estou mais que farta de procurar lugar para estacionar o carro". Assim, eis que chegou esse dia. E depois de ter dado voltas e mais voltas ao bairro ao ponto de saber quantas entradas de garagem há na zona, vejo um carrito sair. "Aaaaah! Deus é grande. Um lugarzinho após uma hora de procura". Então, lá vejo o dito carrito sair. Manobra à frente, manobra atrás, manobra à frente, manobra atrás... Irra que aquilo estava difícil. Finalmente saiu e o lugar vagou. Era a minha vez. Carro à frente, carro atrás, carro à frente, carro atrás... "Ai que grande chatice. E eu que estaciono tão bem não estou a conseguir meter aqui o carro!! Não pode ser". E enquanto eu dizia estas palavrinhas em forma de desabafo começo a ver formar-se uma fila de carros. Hmm... "Desistir? Nãaaa". Carro à frente, carro atrás, carro à frente, carro atrás... Não tardava e dava cabo da embraiagem. Olho para trás e vejo que o condutor que estava em primeiro lugar na fila já estava de braços cruzados e quase a bocejar. "Ai é? nem é cedo, nem é tarde. É já!". Saio do meu carro e vou em direcção ao condutor. Bato no vidro e faço o meu melhor ar de cãozinho abandonado, que é como quem diz que preciso de ajuda, e debito um diálogo como se fosse a maior azelha do mundo. "Desculpe, mas será que pode ajudar-me a estacionar o carro? Estou com alguma dificuldade. Sabe como é...". O homem esboçou um sorriso e deitou aquele olhar "mulheres...". Passo-lhe a chave para a mão e a fila continuava a aumentar. Carro para a frente, carro para trás, carro para a frente, carro para trás... "Não dá para estaciona-lo aqui. Vai ter de procurar outro sítio". Aaaaaahhhh! Afinal não são só as mulheres que são azelhas. Tive de resignar-me e fui procurar outro sítio. Arranco com o carro, dou meia volta e GRANDE LUGAR À VISTA. Por momentos tive medo que fosse uma miragem, mas não era, era mesmo um lugar bem espaçoso. Mas a continuar assim vou precisar de ser acompanhada por um médico, tais são os nervos que uma pessoa ganha à procura de lugar.

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4 comentários

  1. Afinal o problema não eras tu era o lugar que era demasiado pequeno para estacionar!!
    No meio de para a frente e para trás encontraste um lugar espaçoso.
    Abraços doces e tranquilizantes.
    Com carinho
    Sairaf

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  2. Pois, o problema era o lugar ser pequeno para o carro, mas pior (que vergonha) é que eu saí do carro e tirei as medidas a olho ao espaço. Já vi que vou ter de andar com uma fita métrica.

    Bjs

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  3. Às vezes temos a percepção errada, parece que cabe mas afinal não cabe! Já me aconteceu tantas vezes. Fogo mas é complicado aí para os teus lados, uma hora para estacionar! fogo... ainda bem que tenho garagem... bjs

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  4. heheheh!!!

    Compreendo-te muito bem ás vezes tbm me acontece isso quando chego a casa á noite. Ah um sitio ao pé da minha casa, que tem uma árvore e uma entrada para uma garagem. Pois eu quando tinha o meu carrito (opél corsa) conseguia estacioná-lo lá "com uma perna ás costas" Agora com este que é um monovolume já não dá. Eu uma vez queria a toda a força estacioná-lo.

    Hihihih!!!
    `´E por isso que eu digo que se mudar de casa tem de ter garagem.

    Jinhos e bons estacionamentos

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