Portuguese cinema

domingo, maio 24, 2009

Realmente o cinema português continua a ser desprezado. Sempre fui ver o novo filme do Manoel de Oliveira ao cinema King, em Lisboa, e gostei. Para além de mim foi o meu respectivo, que foi a primeira vez que viu um filme daquele realizador, e foi ainda mais um casal connosco. Para além de nós estava outro casal, mais na casa dos 40 e um senhor que ficou sentado mais à frente, sozinho. O amigo do meu respectivo atirou logo:"Sozinho? Que solidão. Deve ter vindo para curar as insónias". Um pequeno trocadilho, uma vez que os filmes do Manoel de Oliveira são tidos como bons para adormecer devido ao ritmo da acção. São lentos sim, é um estilo como qualquer outro, mas quando se vai ao cinema para ver filmes deste senhor há que ir com o espírito aberto e libertar-se desse preconceito. Não posso revelar qual é a singularidade da rapariga loura, porque conforme se vai desenrolando o filme, até se começa a pensar que mais singular é a personagem Macário, interpretado por Ricardo Trêpa. Os diálogos para mim são deliciosos: "Ela abanava e revirava o leque com uma graça... que nem imagina". Deliciosa esta frase quando as juntamos a tantas outras. O fim... apesar de não poder revelar, também é inesperado tal é a radicalidade com que termina. Mas recomendo vivamente.

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2 comentários

  1. A singularidade da rapariga loura sei eu bem qual uma vez que já li o livro do Eça de Queiroz:) Por isso mesmo, o tal fim já não seria inesperado. Ainda assim, tenho grande curiosidade em ver o filme e ver de perto a adaptação da obra literária que, de facto, é muito boa.

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  2. Vamos por partes!

    = A do amigo do teu respectivo: "Sozinho? Que solidão." Eu vou ao cinema sozinha! Solidão?! Não! Simplesmente habituei-me a não depender de ninguém para fazer o que quero e gosto!

    = Cinema português: ja vi muito, ultimamente nem por isso... cansei-me do 'fado'! Ainda ontem, no Festival de Cinema de Cannes, o vencedor da Palma de Ouro para a Melhor 'Curta' foi um filme português... sobre a desgraça lusa!

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