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sábado, maio 09, 2009

E tudo começou porque eu usei a palavra "tortura" e logo me responderam: "És tão dramática". Até posso sê-lo, mas há que admitir que para comuns mulheres mortais como somos, quando vemos lindas manequins com corpos trabalhados roemo-nos de inveja. Isto surgiu no seguimento do meu post anterior em que comentava que a Naomi Campbell tinha um corpo fantástico e que eu adoraria ser como ela, e que era uma tortura não poder ser. A pessoa com quem estava comentar respondeu logo: "Mas tu és boa". Ao que respondi: "Não como ela". E a resposta fez-se ouvir: "Mas a ela pagam-lhe para ser boa". Ok!!!! Foi uma resposta curta e muito clara. Hoje, quem é belo e tem determinados padrões de beleza fica sempre a ganhar. Actualmente vivemos numa era em que impera o culto do corpo. Ginásios a abarrotar de gente, milhares de anúncios - usa o creme X para o rosto, para o corpo, a maquilhagem Y - e mais e mais. Nos filmes e séries quase já só vemos pessoas bonitas a representar. Onde fica o talento? Na falta de oportunidade de vermos outros, temos de nos contentar com o que há e dizer: "Ah! Ela(e) representa tão bem". Quando se calhar há mais 10 ou 20 que representam muito melhor, mas por não serem tão vistosos foram encostados à prateleira. Se em jornalismo já se dizia que "uma imagem vale mais do que mil palavras", em tudo na vida esta frase começa a ser encarada como uma máxima.

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3 comentários

  1. Acho bem que a imagem tenha alguma importância na nossa sociedade. Também acho bem que as mulheres portuguesas (e os homens também, já agora) se preocpuem com a aparência. Afinal, faz bem à alma, ao ego e ao bem estar em geral de cada um.Preocupante é quando essa imagem começa a tomar conta do resto e deixamos de nos preocupar com valores mais importantes.

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  2. Madame Butterfly, assistimos a uma crise de valores, sem dúvida. Mas sabes que eu acho que antigamente esses valores eram só uma espécie de fantoche. Na verdade, homens e mulheres sempre foram devassos. Traições, filhos ilegítimos, prostituição, droga, etc. sempre existiu. Mas hoje nós é que somos apontados como geração rasca.

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